Monitoramento de desmatamento na área de influência da BR-319 – outubro de 2024

Em outubro de 2024, o desmatamento na Amazônia Legal aumentou cerca de 13% em comparação com o mesmo mês de 2023. O estado do Amazonas teve destaque nesse crescimento, com uma alta de 71% em relação a outubro do ano anterior. Em contraste, Rondônia apresentou uma redução de aproximadamente 1,5%. O aumento expressivo no Amazonas impactou diretamente os 13 municípios sob influência da BR-319, onde o desmatamento foi 386% maior em comparação ao mesmo período de 2023. Esse aumento pode estar associado a fatores como as eleições municipais e a especulação fundiária.
Municípios da BR-319
Dos 13 municípios sob influência da BR-319, 11 registraram aumento no desmatamento em outubro de 2024. Entre esses municípios estão Canutama, Lábrea, Porto Velho, Manicoré, Humaitá, Careiro da Várzea, Autazes, Beruri, Borba, Manaus e Tapauá. O município de Lábrea destacou-se com um aumento de 666%, passando de 263 hectares desmatados em outubro de 2023 para 2.019 hectares no mesmo mês de 2024. Em contrapartida, Careiro apresentou uma redução significativa de cerca de 77%, enquanto Manaquiri não registrou desmatamento no período analisado.
Áreas Protegidas
Entre as Unidades de Conservação (UCs), três das 42 áreas monitoradas registraram desmatamento em outubro. Os destaques foram a Floresta Nacional (Flona) Bom Futuro, com 43 hectares desmatados, e o Parque Nacional (Parna) Mapinguari, com 37 hectares, ambos acumulando alertas por três meses consecutivos. A Reserva Biológica (Rebio) Manicoré registrou um desmatamento de 107 hectares. Nas Terras Indígenas (TIs), oito das 69 áreas monitoradas apresentaram desmatamento no período. As TIs afetadas incluem: Apurinã km 124 BR-317, Deni, Kaxarari, Lago do Limão, Murutinga/Tracajá, Sepoti, Sissáima e Zuruahã.




